Do sorriso

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Ela não sabia quando havia começado, porque, de fato, já era amor, antes da roupa de educação física aportar na rodoviária. Aqueles grandes olhos castanhos, feito duas bolinhas de gude, já lhe pertenciam, antes de sabê-los. Foi cômodo comungar com a boca plena de carnes e aninhar as mãos. Foi mais que conhecido deitar naquele peito. Deixou que seu estado quase de água sólida derretesse, porque assim parecia escrito.
Foi levando os dias e as noites, sorrindo pra vida e procurou não acreditar que era verdade, nem mentira. Tinha medo do cristal quebrar, em algum momento, quando confrontado de sua existência.
Ela que tanto escrevia, não escreveu. Alegria demais atrapalha. Talvez.
Encheu os dias de açúcares e temperos. Achava que estava em algum daqueles clássicos literários que confundem comida com magia. Sorria.
Limpava cada fresta suja de poeira, pra deixar seu amor mais limpo que a transparência de uma cachoeira. Sorria.
Esquentou lençóis com rumores. Dividiu suas dores. Lavou as roupas como se lavasse a alma. Ninou um bichinho em seu peito, sem que ele soubesse. Acreditou. Nem sabia em que. Sorria.
Então, um dia, uma nuvem se esgueirou. Ela reclamou do escuro. Ela esperneou pela luz. Queria abrir as janelas. Queria fechar as portas para que nada fugisse. Ele não via. Ele não escutava. Ele não sentia. Ele, era ele quem sorria.
A chuva caiu. A luz não voltou. Nenhum barco veio buscá-la. Ela remou sozinha, pela noite. Não havia açúcar. Não havia tempero. Sentiu um gosto amargo e não soube reconhecer.
Algo cresceu dentro dela, enquanto, por fora, definhava. Mas ainda assim, sorria. Sorria molhado.
Então, explodiu. O sangue escapou pelas estranhas, escorreu pelo chão, manchou o piso. Não havia mais nada. Não havia esfregão capaz de remover do universo aquela nódoa vermelha. Diluiu com a água que lhe brotava e tentou, quase em vão, deixar o mundo rosa.
Não escreveu. Dor demais atrapalha. Talvez.
Deixou-se levar pelos dias, que o sol lhe aquecesse o vazio. Pegou toda aquela neblina de doces e amargos, vermelhos e rosas, sutilezas e plenitudes e colocou numa caixa. Lacrou com aqueles selos antigos de vela quente. Guardou embaixo da cama. Até hoje, ninguém mexe sob a cama. Melhor assim.
Escreveu. Dores adormecidas ajudam. Talvez.
Ela não sabia quando havia terminado. Algo intuía, era quarta. Parecia sorrir diferente, como se a inocência tivesse acabado. Mas a verdade é que ela, ela não mais sorria.

Sob o signo do sol

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Quando cheguei, não me recebeste bem. Achei. Os móveis torturados, o curto circuito, a luz apagada, a água fria, o vento. Ah! O vento. Me recebeste com uma tempestade de ventos fortes a derrubar tudo pelo caminho. Minha alma como estrada desfeita. As lágrimas a queimar a face. Dormi abraçada em mim mesma, sem me saber mais.

Então, calor. Calor da terra. Calor de gente de sorrisos fartos. Não dei braço a torcer. Me encontrei. Não me apercebi. O sorriso, o meu, esse já se sabia. O sorriso roubado, retorno de pródigo, sem nenhum pudor. Pudor não é teu nome, Rio. Riste de tudo, colheste minha alegria. Me apaixonei. Não percebi.

A areia no pé, o calor na pele, as gotículas de suor. Transpirei a dor. Vento. Como te fui injusta. Teu vento me recebeu. Teu vento varreu por debaixo dos tapetes, por entre os dedos. Amansei no teu vendaval. Meu vendaval. Te fiz meu. Me fiz tua. Não vi.

Olhei-te em tudo, de perto, descalcei, desnudei, me levaste. Quase sem resistência. Teus apertados olhos castanhos, em meio à turbulência. Umedeceste as entranhas. Me devolveste o que me era direito. Meus olhos abertos. Minha risada. Se um dia me for – não sei, apeguei – te levo comigo, tatuado na alma. Rio de Janeiro, podes me tirar o salto. Rio de Janeiro, podes me despentear. Rio de Janeiro, comecei a te amar. Tu não sabias. Não sabes ainda. Nem eu. Mas, Rio de Janeiro, podes me abraçar?

Pandora de linhas

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Minha mãe chegou, um pouco trêmula, com a pequena caixa nas mãos.  A voz estava meio insegura, comovida.

“O último crochê da sua avó”

Minha garganta fechou. Os olhos embaçaram. Imediatamente. Nem tinha aberto a caixa. Eu sabia o que tinha lá. Sabia que era uma caixa de Pandora. Que eu abriria e toda a triste cena sairia de dentro, como fumaça que se liberta.
Mas era vovó. Ela sempre mereceu minhas homenagens e palpitações. Mesmo que dolorosamente, levantei a tampa. Então, o novelo, as agulhas, a toalhinha inacabada. Minha toalha. A convulsão chorosa. Latente. Eterna. A memória. Dolorosa. Muda.

“Filha, guarda isso, não sei mais fazer”

O olhar perdido no horizonte. As mãos nodosas tentando acertar o ponto, o gesto certo. Mas esse mal é assim: desliga a luz no interruptor do cérebro, pra nunca mais acender. Cada luz de cada cômodo. Um por um. Por mais que pelejasse – seu verbo usual – não mais aconteceria.
Olhei, cuidadosamente, o vermelho amarrado ao novelo da toalhinha. Não ia ter fim. Nem a toalha, nem a dor. Tudo perfeito até aquele último laço e então o blecaute inoportuno.

“Não lembro mais.”

A dor estampada naqueles olhos. A semi consciência da inconsciência lhe tomando. Eu tão ligada a ela, como sempre, como lá, como agora, guardei tudo, como que pra lhe proteger desse baque. Segurei sua mão e olhei dentro da sua alma. E nós duas choramos, silenciosas e secas, como era nosso feitio, quando acompanhadas. Tirou os óculos.

“Já não me servem pra nada, não é? Guarda”

Eles estão aqui, na minha mão. Guardei, pra não molhar de dor tudo, fechei a caixa como se corresse pra salvar minha própria vida. Pandora é uma travessa. Me encruou a alma e molhou meu rosto. Não volta tão cedo pra caixa. A Pandora.
Saudade, Vó. Saudade pra sempre.

Sobre bananas

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Odeio bananas. Desde que me lembro.
Reza a lenda oficial familiar que minha mãe comeu banana os nove meses da gestação, para evitar enjôo. Comeu apenas e tão somente: bananas. Portanto, tive minha cota preenchida deste alimento pastoso, intrusivo, arrogante e amarelo.
Sim… Ele é nojentamente pastoso. Inclusive a amassam, de vez em tanto, na teoria de que isto a torna atrativa. Desde quando comer lama clara é algo tentador? Ah lógico, com canela e açúcar, até jiló pode ser candidato a ser interessante. Sejamos razoáveis: pasta gosmenta não pode ser, nem de longe, esteticamente aceitável.
Intrusivo. Deveras intrusivo. Longe de mim, bancar a moralista, mas se temos problemas na fase oral, deve haver objetos fálicos bem mais interessantes a serem utilizados. Algo que se esforça pra parecer reto, mas está sempre curvo e pronto a segurar uma bengala virtual não pode ser sexy.Algo que pede pra ser triturado porque já é meio mole, não é nada afrodisíaco. Banana é aquele que tenta invadir e não tem competência. É intrusivo e nunca chega a desbravador.
Arrogante. Casca muito grossa. Necessariamente, você tem que observar bananas sob a casca grossa. Não há como engolir aquela grosseria. Não há como experimentar a essência, infeliz que seja, com a casca e tudo. E quando se despe a casca: nada… algo mole, torto e de cor sem graça. É o strip-tease do Costinha no auge de seus 90.
Amarelo. Eu odeio amarelo. É a cor do desespero e do alerta. Não há de ser algo bom. A natureza é sábia, alerta “coma apenas em desespero”. Banana é de uma falsidade, porque lá no fundo, nem isto banana é. Tem uma máscara amarela que cai ao primeiro sintoma de pânico… oops… fome. Banana é a fingida alegria do amarelo. Lá dentro, temos apenas esta cor indefinível, esta cor de burro quando foge.
Ok… há quem goste de amarelo. Há mesmo quem goste de banana. Aliás, eu, conheço poucos e bons que compatilham da minha visão evoluída sobre tal alimento. Acredite-me: os que odeiam banana têm um certo quê. Mas te peço: não me ofereça bananas… de preferência não seja um banana… e também, não se faça passar por um… Porque, de resto como eu disse eu odeio bananas… e amarelo. E eu, de banana, não tenho nada.

Café, silêncio e Caxemira

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Ela tinha sido quase monossilábica a lhe pedir o encontro no café. Ele a conhecia melhor que a palma de sua mão e sentiu que algo estava para ocorrer. Agora, do outro lado da rua, firmou-se na calçada, esperando para atravessar e a observou. O olhar perdido dela viajava dentro da xícara de café. Ela tinha premonições, ele sabia, mas estaria lendo borra de café, como as velhas mouras? O sol só lhe pegava de relance e o cabelo estava quase dourado sob o “ombrellone”. Ela estava vestida de maneira peculiar. O vestido longo, negro e decotado lhe colava ao corpo. Mas ela estava com uma estranha boina xadrez e óculos escuros de fazer inveja à Jackie. Um fiapo de ternura cresceu dentro de seu estômago e lhe subiu pela coluna. Não sabia se lhe amava. Mas de certo que lhe amava. Só percebia quando a sentia assim: entre o céu e a morte. De resto, estava sempre a viver e sorrir sem muito pensar em questões de amor.

Ao se aproximar, ela não emitiu sequer ruído. Entregou-se aos braços dele, como se o mundo fosse acabar. Ele afagou a cabeleira sedosa e fez aparentar uma calma infinita. A mesma calma que lhe fez confiar nele, meses atrás. Era preciso que ela ganhasse confiança, nestes momentos. Quando a achou – como que perdida por este mundo, mas completamente achada por ela mesma – estava furiosa. Ele a acalmou ganhando sua confiança. Era assim que funcionavam. Ela passava horas a falar de si mesma e a questionar sobre ele. Depois, fechava-se em concha e café. Silêncios profundos que precediam um jorro de desabafos salpicados de lágrimas camonianas. Em geral, contava de sua própria vida danificada por aqueles que haviam passado por ela impunemente. Ele admirava esta coisa quase resolvida, quase curada de se enxergar – e aos outros – sem rancor, com perdão e um punhado de impropérios explosivos passageiros. Ele a compreendia porque era danificado. Quem não o é?

Poucos meses depois de se encontrarem em meio a sorrisos e alguns pequenos senões, ela contou. Vivia em fuga. Era perseguida por um amor mal resolvido. Talvez fosse um psicopata. Talvez fosse uma alma de outro mundo. Um ancestral vingativo. Ela e suas crenças confusas. Contou rindo. E desenhou um coração na palma da mão dele com seu dedo indicador. Ele olhou naqueles olhinhos de baunilha e sorriu. Mordeu a ponta do dedo dele e selaram declaração desta maneira muda. Naquele momento, tomaram café da mesma xícara e soou-lhes como um pacto de sangue.

Agora, ela estava lá muda, evocando o café, com seu olhar. O corpo não refletia sequer um tremor da sua alma, que ele, contudo, percebia. Molhou o dedo indicador no café e levou aos lábios dele. Olhou doce para seus olhos e o beijou sofregamente. Então, ela traiu-se na pantomima de tranquilidade. Olhou ao redor por cima dos aros dos óculos. Ele compreendeu de pronto. O algoz a tinha descoberto.

Desde que soube da desdita, ele havia calculado tudo com planejamento matemático. Arrumou malas e as deixou na garage, junto ao automóvel. Comprou passagens abertas e deixou os passaportes em ordem. Fez tudo na calada da noite, sem que ela notasse. Não sabia exatamente o motivo, mas comprou passagens para a Índia. Talvez, porque ela lesse um romance que se passava lá. No entanto, tinha a superstição que só a levaria se ela adivinhasse o destino. Na verdade, sequer acreditava que um dia houvesse necessidade de se utilizar daquele plano mirabolante de fuga da fuga.

Pegou a sua mão e começou a brincar. Prendia a falange junto a palma e dizia um país. Queria que, ao beijar a ponta de seu dedo, ela dissesse a capital. Jogo que jogavam, sem sequer combinar as regras. Ela lhe olhou com olhos de súplica e calou-se. Ele fez o jogo sozinho. Ela sorria a cada nova capital pronunciada, mas permaneceu muda. Então no décimo dedo, ele disse “Índia” e ela o beijou antes da capital brotar dos lábios dele. Retirou-a do café, aos sopetões. O desejo lhe consumia a olhos vistos, chegado sem aviso. Ela foi obediente e o seguiu. Entrou pela porta da casa, tropeçando e lhe abraçando e a amou com uma urgência assustadora. Ela correspondia exatamente no mesmo ritmo que ele. Então, ao encerrar, beijou a ponta do nariz e foi beijar a ponta de seu dedo. O décimo dedo que não ganhou capital. Então, ela suspirou e disse: “Caxemira”.

Caxemira não é capital, ambos sabiam. Caxemira não tinha paz. Vai ver Caxemira era bela. Sabe-se lá porque ambos tinham aquele acordo tácito de se embrenhar na Caxemira. Mas aquela única palavra que ela soltou foi o sinal que lhe faltava. Ele lhe informou da viagem. Ela sorriu. Vestiram-se calados e sorridentes. Ao fechar as portas e apagar as luzes, ela se sobressaltou e voltou para pegar algo esquecido. Voltou sorrindo e o abraçou como se fosse para sempre. Nas mãos, tinha um exemplar de “Shalimar, o equilibrista”, o romance que lia, quando ele a achou.

Os anos se passaram. Não se tem certeza deles. Diz-se que há uma moça de olhos de baunilha que vive ali, na Caxemira, com um equilibrista. Eles parecem se falar por telepatia, quase sempre em silêncio. Tem um café na praça. São conhecidos por ele beijar as pontas de seus dedos e sussurrar cidades sorrindo e por tomarem café sempre na mesma xícara, já envelhecida pelo tempo. Parecem felizes. Sorriem.

 

 

 

Amanda

Hoje é aniversário da Amanda. Essa fulana que ocupa um espaço enorme no meu coração. Quando eu a conheci, já a conhecia, de fato. Certeza. Foi empatia ao primeiro minuto. Uma meninona velha de alma. Ela tem idade pra ser minha filha, se eu fosse, assim, digamos, precoce, mas às vezes, é mais velha que eu. Uma ranzinza difícil, orgulhosa e briguenta. Crítica e auto crítica, ao extremo. Uma perfeccionista de marca maior. Uma durona. E ai que eu conto pra você o outro lado. Ela é muito, mas muito durona, mesmo. Ela aguenta uns trancos bestas da vida, achando que nem pode preocupar a você, ai, ou a mim, aqui. Tem um coração daqueles imensos e exagerados. É daquelas pessoas que iluminam um lugar com o sorriso imenso, quando ele se abre. Que entende de música uma enormidade. É daquele tipo que você não conhece pessoa sã que não goste. Do tipo que toda a gente tem algo divertido pra contar – é que ela carrega essa desgraça de pecha de engraçada. Companhia boa pra beber – pros outros, porque eu não consigo acompanhar, nunca. Tem aquelas sinceridades pouco sutis, mas que de vez em quando são necessárias. Sabe, não se engane. Amanda é uma menina. Amanda é uma careta. É louca. É uma certinha. Amanda gosta de cor de rosa e de florzinha. Um cristal. Um doce. É uma romântica, cujo GPS engraçadinho, a rota da vida corrigiu. Amanda é um ser humano da melhor estirpe. É minha irmã de alma. Amanda é amada. Se você como eu, teve o prazer de cruzar essa moça, abra bem seus olhos. Essa moça não se lê em meia hora. São precisos pequenos minutos cotidianos e cuidadosos, por toda uma vida, pra ir entendendo. Eu sai na frente. A gente se conheceu em outra vida.

Amanda, feliz aniversário. Pra você: tudo. Sons, cheiros, viagens, gostos, amigos, amores, ventos, canções, areia, a brisa, o mar, a grama, o cachorro, a apple, os esmaltes, o riso, o sorriso, a cachaça, o sono, a preguiça, o caminhar, a rede, a piscina, o pão, a mortadela, o feijão, o arroz, o cáviar, o foie gras, paris, ny, champagne, melissas, lacinhos, flores, brincos, colares, axés, batuques, capoeiras, rodas, saias, barbas, poesias, livros, prosas, filmes, cinema, teatro, intuições, incensos, vibrações, paz. Pra você: o mundo. Te amo.

 

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Desmedida

 

 

Você acorda um dia e saca que as coisas estão diferentes. É que no fim, você foi morar no coração de outra pessoa. Eu sempre fui assim: eu me apaixono. E ai que eu não sou de frescuras e pequenas verdades. Vou logo me mudando pro coração da pessoa. Não levo bagagem. Não faço barulho. Não ocupo muito espaço. Danço silenciosamente sob o chuveiro.

Cuido. Abro as janelas. Bato os tapetes. Compro os remédios. Cozinho. Separo as roupas. Faço cafuné. Parece que não causo estrago, mas é perceptível tudo isso. Para o bem ou para o mal. Imaginariamente, todos esses movimentos vão formando uma sinfonia. Talvez,  incômoda. Talvez. Não sei. O fato é que, muitas vezes, acordo, morando, ali, em um coração alheio, mas… Restou uma bagunça que não fiz. Um cheiro de comida requentada. As cortinas esvoaçando porque esqueceram de fechar a janela. O vento levou o que me era. Ando descalça por aquele chão ladrilhado. O frio entra pelos ossos. A nudez então se faz sentir, mas eu, eu não sou esse tipo que se cobre envergonhada. Que vejam o peito. Meu peito.Pulsando. Dilacerado. Feliz. A lágrima esquenta a face. Algo tem que me escaldar.

Sento-me atrás da porta. Nino a mim mesma pra me proteger. Cantarolo baixinho. Ao meu lado, está a pequena que balança o rabinho triste. Nós duas vamos ficar ali. Esperando. Você chega. Eu sei. E bem, você sabe, eu produzo esperança nas entranhas. Ela corre nas minhas veias e alimenta o corpo que não responde mais, por ora.

A morte de Hugo Guimarães Drodowski

Essa história pode parecer longa, mas é sobretudo surreal. Vale a leitura para que você, que me lê e existe, não caia no golpe desse ou de qualquer outro indivíduo.

Conheci Hugo Guimarães Drodowski, o @huguimaraes, pelo Twitter. Ele veio por uma seguidora antiga, arroba que não existe mais. Seu perfil: médico, formado em Coimbra, 34 anos (hoje), mineiro que mora no Rio de Janeiro. Quando o conheci, no comecinho de 2011, ele tinha uma namorada que gostava de discrição e ai, convenientemente, ela não assumia o namoro publicamente. A tal namorada, uma blogueira conhecida de São Paulo, é amiga, de fato, de amigos.

Hugo é de uma inteligência envolvente, amigo, companheiro, muito sincero e sofrido. Insuportavelmente sofrido. A então namorada o maltratava com requintes de crueldade, abandono e falta de sentimentos. Ele é muito doente, tem imunidade baixa. E muito família.

Órfão do José Roberto, um ortopedista que também foi político em Mato Grosso. A mãe dele é a Dona Lúcia, cardiologista lá em BH, que não clinica, só dá aulas. Faz aniversário no mesmo dia que eu!!!

Vamos às irmãs. Roberta, a mais velha, ficou viúva do Gustavo faz pouco tempo. O Hugo sofreu demais, segurei a onda dele. Ela é dentista, em BH. Tem 3 filhos e a Taís, a mais velha, teve a Lori super jovem, no ano passado. Fabiana é ortopedista e separada. Ela trabalha no hospital Sarah Kubistchek. Tem dois filhos. Hugo e ela não se dão bem. Ela pede muito dinheiro emprestado. A Rosana é casada, ortopedista que não exercia a profissão e tem um filhinho. Com a Rosana eu falei no telefone. Uma querida. Todas elas, estão no Facebook e no Twitter. Com fotos, comentários, histórias.

As mulheres de Hugo são muitas. Ele tem a ex, Michele. Michele é de Belém, psicóloga, foi pra Portugal atrás dele. Ela já tinha um filho, o Henrique. Hugo quer adotá-lo oficialmente. Aí eles tiveram o Davi que tem quase 3 anos, agora.

Depois da Michele, ele contou que teve uma Carolina e uma Renata. Após, foi amante de outra Renata, casada e chefe dele. Aí encontrou a tal blogueira. Ele a amou muito, mas se desencantou porque ela era grossa. Foram meses dolorosos que eu acompanhei, como amiga. Na picuinha de se vingar da moça, ele acabou se envolvendo com uma amiga dela, outra blogueira. Segundo ele, sempre sentiu muito desejo por essa. A história é de que foram só uns beijos, mas uma pirou e brigou feio com a outra. Aí veio JT. Não sei quem é, mas andou me peitando pela timeline do Twitter e dizendo que foi viajar com Hugo para Angra. Ela queria demarcar território, sem o conhecer, ou qualquer outra alternativa.

Aí veio a viagem pra Europa e Hugo foi parar em Paris. Lá, conheceu Marcelle. De dezenove aninhos que se apaixonou loucamente por ele e engravidou do Filipe, que nasceu agora em fevereiro.

Olha, vocês tenham paciência que a história nem começou e esse inicio é meio fraco e detalhado.

Aí eu entro, não como amiga, mas como mulher. Estava sendo vítima de um troll português, mas Super Hugo me salvou! Desmascarou o cara, descobriu suas mentiras, uniu-se a mim de jeito inequívoco.

Pra completar, Hugo foi atropelado na orla carioca. Ficou acamado. Pediu afeto, atenção e carinho. Eu dei. Nessa época, ele queria tentar uma aventura comigo. Sexo entre amigos. Eu relutei infernalmente, os mais próximos sabem. Aí, um dia, ele realmente se disse envolvido. Rosana, a irmã, me disse que era óbvio que nós íamos acabar namorando, que a gente se gostava. Eu estava sozinha e quem não está fazendo nada, começa, então, a fazer nada acompanhada. Grande erro. Ele passou a me tratar de “namorada linda”. Mandava emails adoráveis, recheados de “eu te amo” e planos de viagem, de shows, pedidos de comida. Enfim.  Ligava 4, 5 vezes por dia. Me ocupava horas. Dividia tudo. A voz do Hugo é a de um menino. Não muito desejável, mas adorável no papel que ele criou. O papel de menino carente, dependente, mas muito, muito protetor.

Hugo nunca podia falar na webcam. Sempre desmarcava seus compromissos de maneira trágica. Suas viagens para SP acabaram por nunca acontecer. Por fim, em sua última desculpa para não vir até SP como o combinado, Hugo matou a mãe de Mariana. Quem é Mariana? No meio do meu affair virtual, ele descobriu que tinha engravidado uma ex, a Dani, aos 16 anos. O fruto disso era Mariana, estudante de medicina que hoje mora com ele. Mora porque no começo de novembro, seu pai adotivo, Celso, sua mãe e seu meio irmão, Hugo (!!!) faleceram num acidente trágico de automóvel.

Eu nem estou contando todos os fatos e desculpas que ele me contou. Muitas vezes chorando. Muitas vezes, cabisbaixo, beirando a depressão. Tantas doenças, mortes, acidentes, tristezas, perdas. O bom disso é que Hugo é muito rico, então, cura tudo isso com viagens freqüentes pra tudo quanto é lugar.

Então, fiquei doente, fui internada e tive uma recuperação longa e sofrida. Foi o momento perfeito pra que Hugo exercesse toda sua proteção. Ligava-me de 3 em 3 horas, no máximo. Queria saber os medicamentos que estava tomando. Dava instruções explícitas para que eu passasse às enfermeiras. Reclamava que achava que os médicos me visitavam pouco. Aproximou-se mais ainda de mim e obviamente, de minha mãe que permanecia comigo no hospital, como acompanhante.

Já ambos recuperados, eu da minha internação e ele doS acidenteS que se seguiram, Hugo propôs a criação de Sustenidos Resistentes. Um blog coletivo. Chamou gente. Envolveu pessoas. Entusiasmou o grupo. Das pessoas que lá escrevem, incluindo eu mesma, conheço algumas, ao vivo e em cores.

No começo do ano, após desistir de passar o réveillon no Rio com ele, eu estava exausta de tudo. Eram quatro meses de pura enrolação. Ele paralisava minha vida. Me sugava demais e parecia estranho. Comecei a brigar direto com ele. Pressionar. Por fim, ele contou que tinha acontecido algo. Uma garota do nosso círculo virtual o tinha encantado e eles estavam namorando. A suposta namorada, que chamarei de primeira dama, como ele a chamava, é amiga de uma amiga. Vive no Rio. Talvez tenha sido o erro dele. Envolver mulheres conhecidas. De tanto implorar, chorar, ligar e insistir, acabei cedendo a continuar amiga. Eu não sou menina, já levei um monte de pé na bunda. Esse, de um cara que eu não conheço, não ia me matar. Isso posto, a coisa piorou. Hugo resolveu me fazer de confidente dessa relação. Por mais que eu implorasse, desligasse o telefone na cara, me afastasse, ele continuava ligando, insistindo, procurando. “Porque me amava como amiga”. Era nítido o prazer mórbido e cruel de me fazer ciúme e me irritar com a rejeição sucedida. As pessoas que convivem muito comigo, como Amanda e Rebeca, viam as ligações dele para mim o tempo todo. Obviamente, eu e a primeira dama, nutríamos uma raiva e um ciúme uma pela outra bastante natural e alimentado por ele, dia e noite.

Então, Amanda foi viajar pra Buenos Aires. E o Dr. Hugo, também!!! Não, eles não se encontraram. Como sempre, algum imprevisto estranho, algum desencontro ou alguma tragédia aconteceram e Hugo não foi encontrado. É a vida.

A essa altura, todo mundo estava muito desconfiado. Ninguém tinha idéia do que poderia ser. Era apenas estranho: muita tragédia, muita dificuldade e muita enrolação. Além, de notoriamente ele não sentir remorso nenhum pelo que cometia e o quanto magoava as pessoas.

Então, a primeira-dama me procurou. Por telefone, sem jeito, ambas começamos a dividir a nossa história com esse personagem. Nos primeiros cinco minutos, eu já teria motivo de quebrar os dentes dessa criatura. Ele não namorava a primeira dama. Ela nunca o tinha visto. Todos os detalhes desse suposto relacionamento, com pais, irmã, sexo, saídas que ele me contava, eram apenas sordidez em palavras. Sordidez e mentira. As histórias eram as mesmas. Acidentes, febres, doenças, furos memoráveis. Chegou a fazê-la esperar por 3 horas em frente ao seu condomínio e não apareceu. Embora diga que apareceu e que tenha sido um desencontro. Então a primeira dama me contou que tinha dado busca no CRM e não havia encontrado nada.

Começa ai de fato, a caçada da verdade. Busquei tudo que pude pela internet, pelo Google e descobri milhares de furos. Vou relatar tudo. Procurei João Márcio, meu amigo e pedi que ele checasse o envolvimento de Hugo com as tais blogueiras, amigas dele. Negativo. Nenhuma das duas o conheciam. Reuni um grupo de amigos. Eles saíram em busca de outros contatos. Por fim, envolvi a polícia e um advogado. O resultado dessa busca resultou no que se segue.

Em primeiro lugar, através da internet, sem o envolvimento de investigação profissional:

  1. Hugo Guimarães Drodowski não possui nenhum registro no Google, exceto os blogs, twitter e facebook que criou. Seu nome não consta no CRM. Não estudou na Universidade de Coimbra, que gentilmente forneceu a informação.
  2. José Roberto Drodowski não possui nenhum registro no Google. Nem em CRM. Nem em crônicas de política.
  3. Lúcia Guimarães Drodowski não possui registros no Google, nem no CRM. Não dá aula em nenhuma Universidade conhecida.
  4. Roberta Drodowski não consta no Google, nem no CRO. E se ela não existe, não deve ter filhos, nem netos, nem ser viúva. Possui twitter.
  5. Fabiana Drodowski não consta no Google, nem no CRM. Não trabalha no Hospital Sarah Kubistchek. Também supõe-se que não tenha filhos. Possui facebook e twitter.
  6. Rosana Drodowski Maeda não consta no Google, nem no CRM. Supõe que não tenha filhos, nem marido. Possui facebook, twitter e blog.
  7. As fotos de Hugo, na sua quase totalidade são sozinho. Não há irmãs, filhos, ex mulheres, namoradas. As outras fotos que ele posta, de coisas impessoais, são facilmente encontradas no Google Images. Em outro post, colocarei exemplos, mas é só procurar que costuma estar na primeira página do Google Images. Até mesmo a foto do tornozelo dele quebrado é de um blog com post de 2007.
  8. No exato momento, em que termino de escrever, Hugo está apagando perfis. O perfil do Twitter de Mariana, a filha, já foi apagado.

Com a ajuda da investigação profissional:

  1. Todo esse texto tem um erro de gênero grave. Hugo Guimarães Drodowski não só não existe como nome, mas é uma mulher. Seu nome é Maria Carolina Machado Martins.
  2. O telefone TIM que muitos de vocês já podem ter ligado, está em nome dessa moçoila. Isso não significaria nada, exceto que a busca por seu nome resulta em golpes extremamente iguais, com outros perfis, desde 2006.
  3. Há dois blogs de vítimas, dedicados exclusivamente a pegar furos dessa moça e divulgá-los. Obviamente, eles não são de grande valia em uma nova identidade, porque Carolina muda de personagem como quem muda de camiseta.
  4. Nos antigos perfis há uma predominância das mesmas características: mineiro que mora no Rio, médico, em torno de 30 anos. Todos tem filho chamado Davi. Nomes recorrentes: Leonardo (nome de antigos perfis e atual melhor amigo), Mariana (foi mulher em outro perfil), Davi (filho), Mariah (comentadora dos blogs e amiga próxima), Roberta (foi irmã), Carolina (foi irmã e namorada).
  5. Tem fixação por acidentes e mortes. Ambos trágicos.
  6. Envolve mulheres falantes, no geral.
  7. Embora, Hugo tenha apagado quase todas as fotos de seu perfil, hoje. Sei que vocês reconhecerão fotos do bebê Filipe em um dos blogs, como sendo filho do Dr Teórico. Enfim, posso ficar aqui, até amanhã, mostrando fotos falsas da caipirinha de cerveja, da cerveja saporo, do bebe, do tornozelo, do café de Amelie Poulain, da praia de Ipanema. É só buscar no Google.
  8. Em um dos blogs, uma das vítimas da Srta. Maria Carolina, gravou a voz ao telefone e mandou a peritos. A voz de adolescente é a voz fingida de uma mulher de 26 a 32 anos.
  9. Nos blogs também já se conseguiu mostrar que muitos dos textos tão bem escritos são plágios.

Os blogs que citei:

http://a-grande-farsa.blogspot.com/ e http://gotasdiariasdesentimento.blogspot.com/

Caso, algum de vocês duvide de mim, faça a busca por si mesmo. Vai se surpreender. Na verdade, só o fato do “Dotorugo” não ser médico e agir como tal, já seria crime. Como ele não tem CRM, estamos já conversados. As provas, no entanto, são cabais, uma a uma, olhadas com clareza e por gente que entende de assédio moral e falsidade ideológica, são coisas claríssimas.

Tenho endereço completo da moça e sei que ela mora em Teresópolis. Pouco me interessa, porque não quero olhar a cara da moça de jeito nenhum. Se alguém, por caridade, conhecer o rapaz que é utilizado nas fotos, avise-me. Eu tenho uma série de fotos salvas.

Caso, Hugo Guimarães Drodowski exista, apareça!!! Sou obrigada a gargalhar no momento em que escrevo isso.

Maria Carolina, deixe-nos, todos, em paz. Você já usurpou muito meu tempo e o de outras vítimas. Não nos procure. Não crie problemas. A polícia já está avisada da sua existência. Nós também. Você cometeu diversos crimes, mas tudo que eu te desejaria, de coração, é o hospital psiquiátrico.

Feliz dia das mulheres, Maria Carolina. A partir de hoje, experimente ser uma, com o mínimo de dignidade.

Por hoje

É breve. É rápido. Não inclui todo mundo. Porque é curto. Porque não lembro. É só aquela coisa singela do cansaço que bate no corpo. A dor que arranca o coração. O problema que se repete. A ansiedade que se alastra. O fogo que consome. O riso que não sai. O sorriso que vibra. O alívio. A dúvida. A certeza. Certeza de que no bem há mal e no mal há bem. Renovação. Certeza de que algumas pessoas valem a pena. Tantas. É a gratidão.

Obrigada, Laerti, Claudia, Paula, Rebeca, Amanda, Célio, Luciane, Terezinha. Por ontem. Por hoje. Por amanhã. Talvez por sempre.

 

Idade Mental

A gente ironiza sempre a idade mental. A alheia e a nossa. Normalmente, a gente cutuca aquele povo que parece sempre muito imaturo. Eu, não. Eu ironizo a minha idade mental que é maior do que o meu corpo apresenta. Maior mesmo do que as pessoas acham que eu tenho. Maior do que o RG registra. Não é sempre que minha ~maturidade~ se mostra tão radicalmente, mas nas vezes em que se faz presente, é gritantemente impositiva. Os itens abaixo não se aplicam todos a mim, mas com observação, fica fácil ver a Idade Mental alheia envelhecendo jovenzinhos, despudoramente, na nossa frente. E sim, todos os itens são verídicos, mas a identidade dos portadores dessas idades foram preservadas.

Uma observação para quem não acompanha o Twitter e pode estranhar o uso do “til”. É o antigo entre aspas revisitado, mas com mais ironia. A gente – viciada em twitter – chama de cobrinha e de vez em quando, a gente faz até dancinha pra acompanhar. Então, viu a cobrinha, coloca um sorrisinho porque a frase contém ironia, mesmo, naquele pedacinho.

Segue a série “Idade Mental”.  Consuma o texto com humor ou é melhor nem lê-lo, afim de ter tempo pra ~ver um bom filme~.

IDADE MENTAL:

*Desiste de um show ~porque vai ter muita gente~

* Escolhe o dvd ao cinema ~porque é mais confortável~

* Desiste de entrar em um lugar ~porque está muito barulhento~

* Repensa o fim de semana ~porque não quer acampar~

* Declina convite pra balada ~porque já é muito tarde~

* Olha a porta da balada e vai pra casa ~porque a fila tá muito grande~

* Vai embora da festa ~porque quer ler um bom livro~

* Permanece sóbria ~porque respeita a Lei Seca~

* Troca o kick boxe por tai chi chuan ~porque mexe mais com as energias~

* Dispensa a cervejinha com os amigos ~porque prefere um vinho no aconchego do lar~

* Escolhe um cardápio light ~pra não irritar o intestino~

* Dispensa o gostosão interessado ~porque vai trabalhar bem cedo amanhã~

* Organiza cronograma pessoal pré-evento com uma soneca longa ~pra descansar a pele~

* Acredita na vassoura atrás da porta ~porque os antigos diziam~

* Dá um jeito de dormir sozinha ~porque vai fazer uma máscara de beleza pra pele~

* Dispensa a praia ~porque está muito quente~ (oi?)

* Sente saudade dos políticos de outrora ~porque no seu tempo eles eram honestos~

* Acha que videogame decente era o Atari ~porque exigia mais estratégia~

* Acha besteira usar protetor solar ~porque na sua época se usava óleo de cozinha com cenoura~

* Gosta de A Feiticeira ~porque era um seriado de verdade~

* Acha que programa infantil de verdade era o Sítio do Picapau Amarelo. A versão que D. Benta ~era Zylka Salaberry~

* Não curte as dançarinas do Faustão ~porque as chacretes eram muito melhores~

* Fala ~manda brasa~

* Não come doce à noite ~porque dá azia~

* Não tem Twitter ~porque não curte estas modernidades~

* Assitiu Carinhoso, a novela. ~Primeira Versão~

* Fala que trabalha na ~firma~

* Pede ~permissão~ pra dar um beijo

* Escolhe alimentos de acordo com ~o que eles podem evitar na saúde futura~

* Tira uma soneca de ~quatro horas~ antes de ir pruma baladinha.

* Sai do twitter ~pra ler um bom livro~

* Ri de ~nervoso~

* Desliga o som ~porque está muito quente~

* Faz o café mais fraquinho ~pra não ter insônia~

* Dirige mais devagar ~porque parece mais seguro~

* Chama Moleskine de ~bloquinho com elástico~

* Agradece mentalmente se o ~sistema de som do bar pifa~

* Troca o bar por um café ~porque dá pra conversar~

* Atinge a felicidade quando coloca o pijama e deita na ~sua própria cama~

* Atinge a suprema felicidade quando chega em casa depois do maior trânsito e faz ~xixi~

Se vc se encaixar em mais de 10 desses itens, creia-me, você tem mais Idade Mental do que deveria e isso não obrigatoriamente é bom. Assobie, olhe pro outro lado, faça uma piada, pra despistar o indisfarçável: tendo 20 anos ou 60 anos, você está velho, meu amigo. Beijo.

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