Da escuridão da dor


Acordei. Olhei o teto e não reconheci. Acontece. Tem acontecido muito. Talvez seja a dor. Já achei que fosse uma espécie de morte, quando você começa a se desconectar lentamente do tempo-espaço.

É a casa de minha mãe. A luminária me lembrou. Quer um café quente? Não. Quero água quente. Pra bolsa. É quase um acalanto.

As pessoas têm se misturando à minha frente. Não sei de que tempos elas são. Elas vem e vão, se achegam, se declaram, se levantam. Recebo todas. Amo todas. Nem todas, sei perdoar. Humana demais. Não me assunte. Uma falta de pudor, ocupar o tempo me sondando, na expectativa da maledicência.


Uma dormência de alma me toma e eu preciso do rumor do riso. Escuto choro, riso, sussurro. Quem? Não sei. Não me deixem só, no entanto. Mesmo num estado semi consciente, sei da dor e do amor, Traição. Ou não.


Dá-me o remédio. Se durmo, ainda acordo. Vejo o sol. Preciso do mar. Aqui não tem mar. Tinha um mar perto de mim. Dá-me o mar. Dá-me ainda amar. Te suplico. 

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