A morte de Hugo Guimarães Drodowski

Essa história pode parecer longa, mas é sobretudo surreal. Vale a leitura para que você, que me lê e existe, não caia no golpe desse ou de qualquer outro indivíduo.

Conheci Hugo Guimarães Drodowski, o @huguimaraes, pelo Twitter. Ele veio por uma seguidora antiga, arroba que não existe mais. Seu perfil: médico, formado em Coimbra, 34 anos (hoje), mineiro que mora no Rio de Janeiro. Quando o conheci, no comecinho de 2011, ele tinha uma namorada que gostava de discrição e ai, convenientemente, ela não assumia o namoro publicamente. A tal namorada, uma blogueira conhecida de São Paulo, é amiga, de fato, de amigos.

Hugo é de uma inteligência envolvente, amigo, companheiro, muito sincero e sofrido. Insuportavelmente sofrido. A então namorada o maltratava com requintes de crueldade, abandono e falta de sentimentos. Ele é muito doente, tem imunidade baixa. E muito família.

Órfão do José Roberto, um ortopedista que também foi político em Mato Grosso. A mãe dele é a Dona Lúcia, cardiologista lá em BH, que não clinica, só dá aulas. Faz aniversário no mesmo dia que eu!!!

Vamos às irmãs. Roberta, a mais velha, ficou viúva do Gustavo faz pouco tempo. O Hugo sofreu demais, segurei a onda dele. Ela é dentista, em BH. Tem 3 filhos e a Taís, a mais velha, teve a Lori super jovem, no ano passado. Fabiana é ortopedista e separada. Ela trabalha no hospital Sarah Kubistchek. Tem dois filhos. Hugo e ela não se dão bem. Ela pede muito dinheiro emprestado. A Rosana é casada, ortopedista que não exercia a profissão e tem um filhinho. Com a Rosana eu falei no telefone. Uma querida. Todas elas, estão no Facebook e no Twitter. Com fotos, comentários, histórias.

As mulheres de Hugo são muitas. Ele tem a ex, Michele. Michele é de Belém, psicóloga, foi pra Portugal atrás dele. Ela já tinha um filho, o Henrique. Hugo quer adotá-lo oficialmente. Aí eles tiveram o Davi que tem quase 3 anos, agora.

Depois da Michele, ele contou que teve uma Carolina e uma Renata. Após, foi amante de outra Renata, casada e chefe dele. Aí encontrou a tal blogueira. Ele a amou muito, mas se desencantou porque ela era grossa. Foram meses dolorosos que eu acompanhei, como amiga. Na picuinha de se vingar da moça, ele acabou se envolvendo com uma amiga dela, outra blogueira. Segundo ele, sempre sentiu muito desejo por essa. A história é de que foram só uns beijos, mas uma pirou e brigou feio com a outra. Aí veio JT. Não sei quem é, mas andou me peitando pela timeline do Twitter e dizendo que foi viajar com Hugo para Angra. Ela queria demarcar território, sem o conhecer, ou qualquer outra alternativa.

Aí veio a viagem pra Europa e Hugo foi parar em Paris. Lá, conheceu Marcelle. De dezenove aninhos que se apaixonou loucamente por ele e engravidou do Filipe, que nasceu agora em fevereiro.

Olha, vocês tenham paciência que a história nem começou e esse inicio é meio fraco e detalhado.

Aí eu entro, não como amiga, mas como mulher. Estava sendo vítima de um troll português, mas Super Hugo me salvou! Desmascarou o cara, descobriu suas mentiras, uniu-se a mim de jeito inequívoco.

Pra completar, Hugo foi atropelado na orla carioca. Ficou acamado. Pediu afeto, atenção e carinho. Eu dei. Nessa época, ele queria tentar uma aventura comigo. Sexo entre amigos. Eu relutei infernalmente, os mais próximos sabem. Aí, um dia, ele realmente se disse envolvido. Rosana, a irmã, me disse que era óbvio que nós íamos acabar namorando, que a gente se gostava. Eu estava sozinha e quem não está fazendo nada, começa, então, a fazer nada acompanhada. Grande erro. Ele passou a me tratar de “namorada linda”. Mandava emails adoráveis, recheados de “eu te amo” e planos de viagem, de shows, pedidos de comida. Enfim.  Ligava 4, 5 vezes por dia. Me ocupava horas. Dividia tudo. A voz do Hugo é a de um menino. Não muito desejável, mas adorável no papel que ele criou. O papel de menino carente, dependente, mas muito, muito protetor.

Hugo nunca podia falar na webcam. Sempre desmarcava seus compromissos de maneira trágica. Suas viagens para SP acabaram por nunca acontecer. Por fim, em sua última desculpa para não vir até SP como o combinado, Hugo matou a mãe de Mariana. Quem é Mariana? No meio do meu affair virtual, ele descobriu que tinha engravidado uma ex, a Dani, aos 16 anos. O fruto disso era Mariana, estudante de medicina que hoje mora com ele. Mora porque no começo de novembro, seu pai adotivo, Celso, sua mãe e seu meio irmão, Hugo (!!!) faleceram num acidente trágico de automóvel.

Eu nem estou contando todos os fatos e desculpas que ele me contou. Muitas vezes chorando. Muitas vezes, cabisbaixo, beirando a depressão. Tantas doenças, mortes, acidentes, tristezas, perdas. O bom disso é que Hugo é muito rico, então, cura tudo isso com viagens freqüentes pra tudo quanto é lugar.

Então, fiquei doente, fui internada e tive uma recuperação longa e sofrida. Foi o momento perfeito pra que Hugo exercesse toda sua proteção. Ligava-me de 3 em 3 horas, no máximo. Queria saber os medicamentos que estava tomando. Dava instruções explícitas para que eu passasse às enfermeiras. Reclamava que achava que os médicos me visitavam pouco. Aproximou-se mais ainda de mim e obviamente, de minha mãe que permanecia comigo no hospital, como acompanhante.

Já ambos recuperados, eu da minha internação e ele doS acidenteS que se seguiram, Hugo propôs a criação de Sustenidos Resistentes. Um blog coletivo. Chamou gente. Envolveu pessoas. Entusiasmou o grupo. Das pessoas que lá escrevem, incluindo eu mesma, conheço algumas, ao vivo e em cores.

No começo do ano, após desistir de passar o réveillon no Rio com ele, eu estava exausta de tudo. Eram quatro meses de pura enrolação. Ele paralisava minha vida. Me sugava demais e parecia estranho. Comecei a brigar direto com ele. Pressionar. Por fim, ele contou que tinha acontecido algo. Uma garota do nosso círculo virtual o tinha encantado e eles estavam namorando. A suposta namorada, que chamarei de primeira dama, como ele a chamava, é amiga de uma amiga. Vive no Rio. Talvez tenha sido o erro dele. Envolver mulheres conhecidas. De tanto implorar, chorar, ligar e insistir, acabei cedendo a continuar amiga. Eu não sou menina, já levei um monte de pé na bunda. Esse, de um cara que eu não conheço, não ia me matar. Isso posto, a coisa piorou. Hugo resolveu me fazer de confidente dessa relação. Por mais que eu implorasse, desligasse o telefone na cara, me afastasse, ele continuava ligando, insistindo, procurando. “Porque me amava como amiga”. Era nítido o prazer mórbido e cruel de me fazer ciúme e me irritar com a rejeição sucedida. As pessoas que convivem muito comigo, como Amanda e Rebeca, viam as ligações dele para mim o tempo todo. Obviamente, eu e a primeira dama, nutríamos uma raiva e um ciúme uma pela outra bastante natural e alimentado por ele, dia e noite.

Então, Amanda foi viajar pra Buenos Aires. E o Dr. Hugo, também!!! Não, eles não se encontraram. Como sempre, algum imprevisto estranho, algum desencontro ou alguma tragédia aconteceram e Hugo não foi encontrado. É a vida.

A essa altura, todo mundo estava muito desconfiado. Ninguém tinha idéia do que poderia ser. Era apenas estranho: muita tragédia, muita dificuldade e muita enrolação. Além, de notoriamente ele não sentir remorso nenhum pelo que cometia e o quanto magoava as pessoas.

Então, a primeira-dama me procurou. Por telefone, sem jeito, ambas começamos a dividir a nossa história com esse personagem. Nos primeiros cinco minutos, eu já teria motivo de quebrar os dentes dessa criatura. Ele não namorava a primeira dama. Ela nunca o tinha visto. Todos os detalhes desse suposto relacionamento, com pais, irmã, sexo, saídas que ele me contava, eram apenas sordidez em palavras. Sordidez e mentira. As histórias eram as mesmas. Acidentes, febres, doenças, furos memoráveis. Chegou a fazê-la esperar por 3 horas em frente ao seu condomínio e não apareceu. Embora diga que apareceu e que tenha sido um desencontro. Então a primeira dama me contou que tinha dado busca no CRM e não havia encontrado nada.

Começa ai de fato, a caçada da verdade. Busquei tudo que pude pela internet, pelo Google e descobri milhares de furos. Vou relatar tudo. Procurei João Márcio, meu amigo e pedi que ele checasse o envolvimento de Hugo com as tais blogueiras, amigas dele. Negativo. Nenhuma das duas o conheciam. Reuni um grupo de amigos. Eles saíram em busca de outros contatos. Por fim, envolvi a polícia e um advogado. O resultado dessa busca resultou no que se segue.

Em primeiro lugar, através da internet, sem o envolvimento de investigação profissional:

  1. Hugo Guimarães Drodowski não possui nenhum registro no Google, exceto os blogs, twitter e facebook que criou. Seu nome não consta no CRM. Não estudou na Universidade de Coimbra, que gentilmente forneceu a informação.
  2. José Roberto Drodowski não possui nenhum registro no Google. Nem em CRM. Nem em crônicas de política.
  3. Lúcia Guimarães Drodowski não possui registros no Google, nem no CRM. Não dá aula em nenhuma Universidade conhecida.
  4. Roberta Drodowski não consta no Google, nem no CRO. E se ela não existe, não deve ter filhos, nem netos, nem ser viúva. Possui twitter.
  5. Fabiana Drodowski não consta no Google, nem no CRM. Não trabalha no Hospital Sarah Kubistchek. Também supõe-se que não tenha filhos. Possui facebook e twitter.
  6. Rosana Drodowski Maeda não consta no Google, nem no CRM. Supõe que não tenha filhos, nem marido. Possui facebook, twitter e blog.
  7. As fotos de Hugo, na sua quase totalidade são sozinho. Não há irmãs, filhos, ex mulheres, namoradas. As outras fotos que ele posta, de coisas impessoais, são facilmente encontradas no Google Images. Em outro post, colocarei exemplos, mas é só procurar que costuma estar na primeira página do Google Images. Até mesmo a foto do tornozelo dele quebrado é de um blog com post de 2007.
  8. No exato momento, em que termino de escrever, Hugo está apagando perfis. O perfil do Twitter de Mariana, a filha, já foi apagado.

Com a ajuda da investigação profissional:

  1. Todo esse texto tem um erro de gênero grave. Hugo Guimarães Drodowski não só não existe como nome, mas é uma mulher. Seu nome é Maria Carolina Machado Martins.
  2. O telefone TIM que muitos de vocês já podem ter ligado, está em nome dessa moçoila. Isso não significaria nada, exceto que a busca por seu nome resulta em golpes extremamente iguais, com outros perfis, desde 2006.
  3. Há dois blogs de vítimas, dedicados exclusivamente a pegar furos dessa moça e divulgá-los. Obviamente, eles não são de grande valia em uma nova identidade, porque Carolina muda de personagem como quem muda de camiseta.
  4. Nos antigos perfis há uma predominância das mesmas características: mineiro que mora no Rio, médico, em torno de 30 anos. Todos tem filho chamado Davi. Nomes recorrentes: Leonardo (nome de antigos perfis e atual melhor amigo), Mariana (foi mulher em outro perfil), Davi (filho), Mariah (comentadora dos blogs e amiga próxima), Roberta (foi irmã), Carolina (foi irmã e namorada).
  5. Tem fixação por acidentes e mortes. Ambos trágicos.
  6. Envolve mulheres falantes, no geral.
  7. Embora, Hugo tenha apagado quase todas as fotos de seu perfil, hoje. Sei que vocês reconhecerão fotos do bebê Filipe em um dos blogs, como sendo filho do Dr Teórico. Enfim, posso ficar aqui, até amanhã, mostrando fotos falsas da caipirinha de cerveja, da cerveja saporo, do bebe, do tornozelo, do café de Amelie Poulain, da praia de Ipanema. É só buscar no Google.
  8. Em um dos blogs, uma das vítimas da Srta. Maria Carolina, gravou a voz ao telefone e mandou a peritos. A voz de adolescente é a voz fingida de uma mulher de 26 a 32 anos.
  9. Nos blogs também já se conseguiu mostrar que muitos dos textos tão bem escritos são plágios.

Os blogs que citei:

http://a-grande-farsa.blogspot.com/ e http://gotasdiariasdesentimento.blogspot.com/

Caso, algum de vocês duvide de mim, faça a busca por si mesmo. Vai se surpreender. Na verdade, só o fato do “Dotorugo” não ser médico e agir como tal, já seria crime. Como ele não tem CRM, estamos já conversados. As provas, no entanto, são cabais, uma a uma, olhadas com clareza e por gente que entende de assédio moral e falsidade ideológica, são coisas claríssimas.

Tenho endereço completo da moça e sei que ela mora em Teresópolis. Pouco me interessa, porque não quero olhar a cara da moça de jeito nenhum. Se alguém, por caridade, conhecer o rapaz que é utilizado nas fotos, avise-me. Eu tenho uma série de fotos salvas.

Caso, Hugo Guimarães Drodowski exista, apareça!!! Sou obrigada a gargalhar no momento em que escrevo isso.

Maria Carolina, deixe-nos, todos, em paz. Você já usurpou muito meu tempo e o de outras vítimas. Não nos procure. Não crie problemas. A polícia já está avisada da sua existência. Nós também. Você cometeu diversos crimes, mas tudo que eu te desejaria, de coração, é o hospital psiquiátrico.

Feliz dia das mulheres, Maria Carolina. A partir de hoje, experimente ser uma, com o mínimo de dignidade.

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